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CIENTISTAS ANUNCIAM PLANO PARA ‘RECONGELAR’ O OCEANO ÁRTICO

CIENTISTAS ANUNCIAM PLANO PARA RECONGELAR O OCEANO ÁRTICO

Situações desesperadoras exigem medidas desesperadas?

Para um grupo de cientistas preocupados com o degelo polar a responsa é sim, uma vez que as temperaturas próximas ao Polo Norte estão 20°C mais quentes do que a média do ano passado. Então, ao invés de ficarem sentados e ver como o gelo do mar desaparece da região a um ritmo sem precedentes, alguns cientistas criaram um plano maluco para “recongelar” o Ártico.

A ideia é instalar cerca de 10 milhões de bombas eólicas sobre a calota para pulverizar a água do mar sobre a superfície e reabastecer o gelo do mar.

“Nossa única estratégia no momento parece ser dizer às pessoas para parar de queimar combustíveis fósseis. É uma boa ideia, mas vai precisar de muito mais do que isso para impedir que o gelo do Ártico desapareça”, disse o pesquisador e físico da Universidade Estadual do Arizona, Steven Desch.

As 10 milhões de bombas eólicas poderiam adicionar um metro extra de gelo à camada atual da região, o que ajudaria a proteger o gelo das temperaturas mais elevadas.

“Metade do gelo marinho do Ártico tem uma espessura média anual de apenas 1,5 metros. Adicionar um metro é uma mudança significativa”, afirmaram os cientistas.

Mas, a área do Oceano Ártico é de cerca de 14 milhões de km², o que significa que 10 milhões de bombas apenas iriam cobrir cerca de 10% da área. E seriam necessárias mais de 100 milhões de bombas eólicas para cobrir toda a região.

Cada turbina eólica deve ter 3 lâminas de 6 metros de diâmetro, com um peso de 4.000 kg de aço. Para manter a bomba flutuando, seria preciso uma boia com peso aproximadamente igual. Ou seja, seriam necessários aproximadamente 10.000 kg de aço. Para 10 milhões de bombas, seriam 10 milhões de toneladas de aço por ano, ou 100 milhões de toneladas para cobrir completamente o mar. Para efeito de comparação, os EUA produzem por ano cerca de 80 milhões de toneladas de aço.

O preço estimado do plano é de aproximadamente US$ 500 bilhões, o que significa que vários países de todo o mundo teriam de ajudar a pagar os custos da instalação, que é essencialmente um sistema de ar-condicionado gigante em torno do Ártico.

Esta não é a primeira vez que os cientistas consideram seriamente usar geoengenharia para inverter as consequências do aquecimento global. Propostas anteriores incluíram o branqueamento artificial do Ártico para ajudar a refletir a radiação solar e a criação de nuvens artificiais que impediriam o calor de chegar à superfície gelada.

O plano foi publicado na revista Earth’ Future, disponível neste link em inglês.

Meio Info/ScienceAlert


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