FÓSSIL DE RÉPTIL MARINHO DE 150 MILHÕES DE ANOS É DESCOBERTO NA ANTÁRTIDA – MAS, ELE NÃO DEVERIA ESTAR ALI!

FÓSSIL DE RÉPTIL MARINHO DE 150 MI DE ANOS É DESCOBERTO

Cientistas argentinos encontraram restos de um réptil carnívoro marinho que teria vivido há 150 milhões de anos (segundo a cronologia evolutiva – sce) na Antártida, onde nunca tinham sido encontrados vestígios de vida tão antigos, cerca de 80 milhões de anos antes do que se pensava.

“Nesse local encontramos uma grande diversidade de (fósseis) de peixes, moluscos, mas não pensávamos encontrar um plesiossauro tão antigo”, disse Soledad Cavalli, paleontóloga do Centro Nacional de Estudos Científicos e Técnicos da Argentina.

Trata-se de uma descoberta “surpreendente” que ainda não foi divulgada nas prestigiadas revistas científicas, afirmou, em comunicado, a Agência para as Ciências, Tecnologia e Sociedade, da Universidade La Matanza, perto de Buenos Aires.

“A descoberta é bastante extraordinária porque o sítio não possui o tipo de rochas que se pode encontrar materiais preservados em três dimensões, como é o caso das vértebras deste réptil marinho”, explicou Cavalli.

“Foi a primeira campanha paleontológica que realizamos neste afloramento, que é como um mar congelado de 150 milhões de anos em excelente estado de conservação”, disse o paleontólogo José O’Gorman, pesquisador do centro científico argentino Conicet.

Os cientistas estimam que o réptil pode chegar aos 12 metros, com um pescoço longo e com quatro barbatanas, além disso, era bem adaptado para a caça marinha.

A boa conservação dos restos fósseis ajudará a estabelecer dados sobre este réptil e sobre o meio onde habitava.

“Foram conservados assim porque o fundo daquele mar tinha muito pouco oxigênio, de modo que não se desenvolviam organismos que pudessem desarticular esses exemplares e também não ocorriam os fenômenos de putrefação”, explicou Soledad Cavalli.

O estudo, que segundo seus autores foi aceito para publicação na revista científica Comptes Rendus Palevol, também ajuda a explicar a dispersão das espécies há 150 milhões de anos (sce).

Segundo os cientistas, estes depósitos ricos e únicos em vertebrados do Jurássico marinho pertencem à época em que a Antártica fazia parte do continente Gondwana e estava junto com Austrália, Nova Zelândia, Índia, Madagascar, África e América do Sul.




Meio Info/DN/Uol

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