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O PYCNONEMOSSAURO, PRIMO BRASILEIRO DO TIRANOSSAURO REX É MAIOR DO QUE SE IMAGINAVA

Pycnonemossauro, primo brasileiro do Tiranossauro Rex

O Pycnonemosaurus nevesi é um dinossauro da família dos Abelisauridae que viveu há cerca de 70 milhões de anos (segundo a cronologia evolucionista – sce) no território brasileiro correspondente hoje ao Estado do Mato Grosso. Cientistas brasileiros concluíram, através de uma nova pesquisa, que a espécie tinha 8,9 metros da cabeça à ponta da cauda.

A pesquisa, publicada recentemente na revista científica Cretaceous Research, foi conduzida pelos brasileiros Orlando Grillo, paleobiólogo e zoólogo do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Rafael Delcourt, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP). A equipe de cientistas analisou fósseis de 37 dinossauros da família Abelisauridae, que reúne carnívoros bípedes, de fortes membros posteriores e crânios cobertos com sulcos e depressões.

Com a descoberta, o Pycnonemossauro brasileiro ultrapassa por um metro o dinossauro argentino Carnotaurus sastrei, que os pesquisadores acreditavam ser o maior do grupo dos Abelisauridae. Portanto, agora o dinossauro brasileiro é o maior exemplar da família Abelisauridae, “primo” dos gigantes T-Rex.

Divergência sobre os tamanhos dos dinossauros

“Há muita confusão nas estimativas do tamanho dos dinossauros, pois os métodos utilizados divergem de um trabalho para outro. Anteriormente, o Pycnonemossauro brasileiro havia sido descrito como um dos menores de seu grupo. Conhecer o tamanho de um dinossauro é importante para nossos estudos, como de paleoecologia e biomecânica”[…] “O mais comum é que as espécies descritas pelos pesquisadores tenham seu tamanho estimado por meio de proporções diretas, feitas com regra de três que comparam os ossos de outros dinossauros. O método é geralmente impreciso, já que as medidas corporais variam bastante entre os animais”, explica Grillo.

Para uniformizar a dimensão das espécies analisadas no estudo, a equipe comandada por Grillo e Delcourt utilizou um mesmo método em todos os fósseis. Foram feitas regressões lineares baseadas no tamanho das vértebras e tíbia, cujas correlação com o comprimento corporal total é de 95 a 98%.

“São valores muito altos, o que indica que o cálculo é muito preciso”, disse Orlando.

Predadores carnívoros

O nome Pycnonemosaurus significa ‘lagarto da mata densa’, em alusão ao Mato Grosso, onde os fósseis da espécie foram encontrados em 1952. O animal, que vivia na Chapada dos Guimarães era tido como o segundo maior dinossauro brasileiro, perdendo apenas para Oxalaia, um terópode de 12 a 14 metros de comprimento que viveu há 95 milhões de anos (sce) no lugar que hoje corresponde ao Maranhão.

O Carnotauro argentino, que até então era descrito como o maior desse grupo de dinossauros, com 7,8 metros de comprimento, é conhecido por ser uma das espécies descritas no livro Mundo Perdido, de Michael Crichton, que inspirou o grande vilão de Jurassic World, último filme da série Parque dos Dinossauros, o dinossauro Indominus Rex (conforme imagem abaixo).

Representação do Carnotauro argentino, o grande vilão “Indominus Rex” no filme Jurassic World. Imagem fonte: Wikia

Sua aparência é marcante, com chifres no topo da cabeça — mas, em comprimento, como descobriu a equipe brasileira, ele perde em pouco mais de um metro.

A pesquisa também identificou que as espécies da família Abelisauridade cresceram ao longo de sua evolução. A suspeita é que eles tenham acompanhado o aumento de tamanho de suas presas.



via: Msn Notícias


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