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TINTA QUE ABSORVE POLUIÇÃO

Tinta que absorve poluição

A nova tecnologia da tinta que absorve poluição está sendo desenvolvida por cientistas de uma universidade italiana e já está em algumas áreas turísticas da cidade de Roma.

Na lista das 20 cidades mais poluídas da Europa, uma das medidas adotadas pela prefeitura de Roma, foi apostar na microtecnologia contida em uma tinta. A primeira experiência na capital italiana aconteceu em uma passagem subterrânea, há mais de oito anos.

O túnel Umberto I, de 9 mil metros quadrados, continua branco. Ele foi inaugurado em 1902, para se chegar mais rápido à praça Di Spagna, da colina do Quirinal, e possui um tráfego intenso.

O que parece uma simples tinta pode se tornar um instrumento eficaz contra a poluição. Feita a base de cimento, e de um princípio ativo fotocatalítico, a tinta é capaz de “engolir” a poluição do ar e reduzir pela metade.

Testes com a tinta em laboratório, simulando em pequena escala os efeitos retentores de poluição da tinta

Os testes de laboratório mostram os gases de escapamento entrando numa caixa de acrílico, que reproduz um prédio pintado com a tinta antipoluição.

Medição realizada em laboratório mostra que quando a luz é acesa os níveis de gás carbônico diminuem. Quando a luz é apagada, os níveis do gás voltam a subir.

Assim que a luz é acesa, ativa as substâncias presentes na tinta, como o dióxido de titânio, reduzindo imediatamente os níveis dos poluentes, em mais de 50%. Assim que a luz é apagada, os níveis voltam aos valores iniciais.

Máximo Bernardoni, inventor da tinta que absorve poluição.

O inventor Máximo Bernardoni disse que tentou copiar o que acontece na natureza (biomimética), estudando como se comportam as plantas. Na prática, uma coisa semelhante a fotossíntese das árvores, onde graças a luz do Sol, a água e o gás carbônico se transformam em moléculas de oxigênio e glicose.

Medição de poluentes realizada dentro do túnel Umberto I, Roma

O mesmo acontece com a pintura e as partículas contaminadas. A combinação da luz natural com o produto, cria oxidantes radicais que interagem com esses poluentes do ar e os transformam em moléculas de sal. A tecnologia funciona também com a luz artificial.

Três semanas antes da pintura do túnel, foi feita uma pesquisa sobre os níveis da sujeira do ar lá dentro. Depois de pintado, uma nova pesquisa revelou um corte de 51% dos gases poluentes.

Se alguém atravessar, a pé, os 400 metros deste túnel, vai sentir que o cheiro de gás carbônico realmente diminuiu.

A invenção foi apoiada pelas pesquisas da faculdade de engenharia química da universidade de Roma, La Sapienza, e está sendo usada para obras públicas. Os estudos indicam alguns cálculos.

Uma parede de um metro quadrado pintada com a tinta antipoluição possui o mesmo efeito de uma árvore alta. Cem metros quadrados eliminam os gases poluentes produzidos em um ano por 12 automóveis. Dentro de casa, a tinta pode comer bactérias, vírus e fontes de mal cheiro em até 90%.

A tinta está sendo testada em superfícies de metal. Em breve, até os carros poderão “engolir a poluição” que produzem. Em metrópoles como esta, onde o número de automóveis é quase igual ao de pessoas, pode fazer diferença. Os romanos agradecem. As obras de arqueologia e arte também.

Philosophical Tree, do artista italiano Andreco. A pintura é feita a base de tinta que absorve a poluição do ar ao seu redor.

Nesta mesma linha, o artista italiano Andreco criou a Philosophical Tree (Árvore Filosófica, em português), um divertido desenho de árvore gigante feita com a tinta especial que absorve a poluição do ar ao seu redor. Andreco também é formado em engenharia ambiental e sua pesquisa de doutorado artística é focada na relação entre seres humanos e natureza.

Desde o ano 2000 ele pesquisa diferentes temas como anatomia, biologia, sustentabilidade ambiental, urbanismo, ecologia e do simbolismo dos rituais antigos. Para representar sua arte, ele utiliza variados recursos: instalações públicas, vídeos, pinturas, murais e desenhos.

Parece que a prática de compensação, ou retenção de carbono ganhou uma aliada importante, a tinta “engolidora de poluição”. Só resta saber quando (e se) essa tecnologia virá a ser popularizada no mundo.

 

via: G1; Ciclo Vivo


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