TECNOLOGIA DO HOMEM DE FERRO? MIT CRIA CONCEITO DE REATOR ARC


Quem assistiu o filme Homem de Ferro já deve ter prestado atenção em um dispositivo cravado no peito do personagem Tony Stark, ao qual ele chama de Reator ARC. No filme não há muita explicação de como a tecnologia ficcional funcionaria, mas de qualquer forma, este dispositivo pequeno seria uma evolução de um Reator ARC grande, que foi criado primeiramente por seu falecido pai Howard Stark, conforme imagem abaixo:

Tony Stark (à esquerda) e Obadiah Stane (à direita) em frente ao Reator ARC das Indústrias Stark.

Assim como na ficção existe um personagem como Tony Stark, que sempre busca inovação e tecnologia para melhorar as coisas, na vida real também existem aqueles que gastam muito tempo tentando descobrir como fazer com que as coisas fiquem melhores, mais rápidas, e muitas vezes menor, e entre essas pessoas estão os Engenheiros do MIT (Massachusetts Institute of Technology).

Uma nova e poderosa tecnologia de ímã está liberando o caminho para um design inovador de pequeno e modular reator de fusão ARC, que gera a mesma quantidade de energia que seus antecessores maiores. Obviamente que este reator compacto não é pequeno como o dispositivo criado pelo herói da ficção, mas os pesquisadores do MIT acreditam que este novo conceito poderia ser realidade em menos de 10 anos, sendo o tipo de geração de energia limpa e renovável que o mundo espera há anos.

Imagem do conceito do Reator ARC compacto – MIT

Usinas de fusão nuclear são um sonho que cientistas têm perseguido ao longo de décadas, mas que parecia fora de alcance, até agora. O enorme tamanho e calor envolvidos em um reator atual só é o suficiente para produzir energia elétrica para ele mesmo e são projetos muito caros. Tal como acontece com muitas coisas, a capacidade de fazer um reator de fusão menor também faz com que seja menos dispendioso e mais fácil de construir.

Os pesquisadores publicaram seu projeto no jornal Fusion Engineering and Design. O design novo e inovador é baseado no avanço da tecnologia de ímã.

A diferença é que essa tecnologia é comercialmente disponível, usando estes novos supercondutores disponíveis comercialmente, como óxido de bário, cobre e fitas supercondutoras, para produzir bobinas de alto campo magnético. Isso muda a coisa toda, diz Dennis Whyte, professor de Ciência e Engenharia Nuclear e diretor do Centro de Ciência de Plasmas e Fusão, do MIT.

Além de ser mais econômico para construir, os supercondutores neste reator de fusão modular menor são fortes o suficiente para aumentar o poder de fusão por um fator de 10, se comparado a tecnologia atual de supercondutores, diz Brandon Sorbom (PhD) e co-autor do projeto com Whyte e outros 11 cientistas do MIT.

Para exemplificar, Sorbom explica que o projeto de energia de fusão experimental em escala industrial é um dispositivo enorme chamado ITER (imagem abaixo) que está em construção em França – e ele foi projetado antes destes novos supercondutores estarem disponíveis, e vai custar US$ 40 bilhões.

Vista em corte do Reator ITER – MIT

Se a mesma capacidade de energia viesse a ser alcançada usando o novo projeto do MIT, Sörbom e a equipe do MIT estimam que o reator teria cerca de metade do diâmetro do ITER e poderia produzir a mesma quantidade de energia por uma fração do custo (US$ 5 bilhões), e ser construído em um curto espaço de tempo.

O Artigo publicado sobre o Reator Conceito do MIT pode ser acessado aqui!

Meio Info/MIT; Inhabitat
Imagem destaque: Reprodução internet


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