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USP SUGERE QUE PAULISTANOS PERDEM ATÉ 3 ANOS DE VIDA POR CAUSA DA POLUIÇÃO

paulistanos

Um estudo da USP – Universidade de São Paulo, indica que um morador de São Paulo chega a perder até três anos de vida, por causa da fumaça venenosa da metrópole.

O ar pesado equivale a três cigarros por dia e, mesmo que a pessoa não seja fumante, é o que vai para o pulmão, se ela vive numa cidade como São Paulo.

A poluição é responsável por mais de um 1,5 milhão de mortes por ano na China. Seis mil no Rio de Janeiro por ano e 35 por dia em São Paulo.

Este seria o pior cenário: ficar parado no trânsito dentro do carro em um ambiente rodeado de prédios, os chamados cânions urbanos, que dificultam a dispersão de gases poluentes. Faz mal para o coração porque aumenta o risco de infarto e é péssimo para o pulmão porque é como se todos aqui fumassem de 3 a 4 cigarros por dia.

Um estudo feito por Paulo Saldiva, médico patologista da USP, especialista em poluição e integrante do comitê de qualidade do ar da OMS (Organização Mundial de Saúde) e do Centro de Pesquisas Ambientais da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que os paulistanos viveriam pelo menos três anos mais se a atmosfera da cidade fosse mais limpa. Um problema de saúde pública que afeta até a reprodução humana. [1]

Outro estudo publicado pela USP em 2013 e que também teve a colaboração do médico Saldiva, já alertava sobre a problemática da poluição e seus impactos sobre a saúde. O estudo informou que em 2011, a poluição do ar por material particulado fino (MP2,5) no Estado de São Paulo apresentou um nível médio 2,5 vezes maior que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O resultado se baseia em informações sobre os níveis de poluição entre 2006 e 2011 e faz parte de pesquisa da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Instituto Saúde e Sustentabilidade, com participação da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

O trabalho também apontou que no ano de 2011, houve cerca de 17 mil mortes e 68 mil internações de pacientes mais suscetíveis às doenças associadas à poluição, como câncer de pulmão, doenças respiratórias e problemas cardiovasculares, as quais geraram uma despesa de cerca de R$ 240 milhões para as instituições públicas e privadas de saúde do Estado. [2]

Ainda de acordo com o médico, a solução esbarra na falta de tecnologias sustentáveis e de investimentos na mobilidade urbana.

 

Fontes:

[1] Band Notícias
[2] Agência USP de Notícias
Imagem fonte: Nações Unidas


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