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BANCO MUNDIAL E PNUD QUEREM PRESERVAR 73 MILHÕES DE HECTARES NO BRASIL, PERU E COLÔMBIA


 

Agências da ONU vão participar da implementação do programa “Paisagens Sustentáveis” da Amazônia. Além de preservar biodiversidade, projeto vai reduzir em 300 milhões de toneladas as emissões de CO2.

O Banco Mundial, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o World Wildlife Fund (WWF), vai participar da implementação do programa “Paisagens Sustentáveis” da Amazônia, uma iniciativa regional que pretende unir os governos do Brasil, Peru e Colômbia para combater o desmatamento desse ecossistema. No último dia 21 de outubro, o Conselho do Mecanismo Global para o Meio Ambiente (GEF), instituição parceira das agências da ONU, anunciou que disponibilizará 113 milhões de dólares para o projeto.

O programa quer proteger mais de 80% do território amazônico, garantindo a manutenção de 73 milhões de hectares de terras florestais, além de promover a gestão sustentável da terra em 52,7 mil hectares. Além de resguardar a biodiversidade do bioma, que conta com 16 mil espécies de árvores e 2,5 mil espécies de peixes, a iniciativa quer contribuir para o combate às mudanças climáticas através da preservação da região.

“A Amazônia desempenha papel crítico na regulamentação climática global, bem como na prosperidade ambiental e econômica da região, e é o maior repositório da biodiversidade do planeta”, explicou o presidente do GEF, Naoko Ishii.

As ações apoiadas pelo projeto ‘Paisagens Sustentáveis’ da Amazônia, que se estenderá por cinco anos, devem contribuir para reduzir as emissões de dióxido de carbono em até 300 milhões de toneladas, até 2030.

Os países envolvidos no programa são responsáveis por 83% da Bacia Amazônica.

“No Brasil, nos últimos 10 anos, reduzimos 82% do desmatamento da Amazônia. Reconhecemos 13% como terras indígenas e estabelecemos 27% das áreas protegidas”, destacou a secretária de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, Ana Cristina Barros.

Apesar dos avanços, para o coordenador do Programa Nacional de Conservação de Florestas do Ministério do Meio Ambiente do Peru, Gustavo Suarez, somente uma sólida colaboração regional pode garantir o sucesso na preservação do bioma.

“As ameaças às florestas e rios da Amazônia relacionadas com os mercados de exportação, desenvolvimento da infraestrutura de transportes, atividades ilícitas, desigualdade social e pobreza estão crescendo”, alertou.

Banco Mundial participa de iniciativa para consolidar mercados de carbono

O Banco Mundial tem procurado combater as mudanças climáticas em diversas frentes de ação. Recentemente, a instituição se aliou a chefes de Estado, governos estaduais e municipais e presidentes de importantes companhias para pressionar a comunidade internacional a implementar políticas de precificação do carbono.

O apelo por avanços concretos na consolidação dos mercados de carbono foi emitido pelo Painel de Precificação do Carbono, do qual participam o Banco Mundial; o Fundo Monetário Internacional (FMI); a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE); a chanceler alemã, Angela Merkel; a presidente do Chile, Michelle Bachelet; o presidente da França, François Hollande; o primeiro-ministro da Etiópia, Hailemariam Desalegn; o presidente das Filipinas, Benigno Aquino III; o presidente do México, Enrique Peña Nieto; o governador da Califórnia (EUA), Jerry Brown; e o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Para as lideranças globais, a precificação do carbono e a criação de taxações específicas para empresas cujas atividades consomem grande volume de combustíveis fósseis podem estimular a competitividade entre o setor privado e acelerar a busca por alternativas mais limpas na produção industrial.

“No Brasil nos últimos 10 anos reduzimos 82% do desmatamento da Amazônia. Reconhecemos 13% como terras indígenas e estabelecemos 27% das áreas protegidas[…] O livro da destruição está terminado. Baseando-nos nos sucessos anteriores estamos agora escrevendo uma linda história sobre a restauração das florestas com um final feliz”, afirmou Ana Cristina Barros, Secretária de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente do Brasil.

Nesse ínterim, a Colômbia lançou sua “Visión Amazonía” tendo como objetivo a expansão do Parque Nacional Chiribiquete e a consolidação de sua zona tampão como parte de um programa mais amplo de redução do desmatamento.

“A Colômbia está empenhada em estratégias de conectividade entre áreas de conservação e fortalecimento de interessados dos setores público, privado e comunitário visando à implementação de estratégias para promover a manutenção dos serviços de ecossistemas, conhecimentos tradicionais, desenvolvimento rural de baixo carbono e manutenção da paz que esperamos compartilhar com os outros países do programa e aprender do Brasil e do Peru”, afirmou a Senhorita Gaia Hernández Palacios, Chefe do Escritório de Assuntos Internacionais do Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia e Ponto Focal de Políticas do GEF.

O Peru, por sua vez, tem uma Estratégia Nacional para Florestas e Mudança do Clima que está enfrentando a redução do desmatamento e emissões de gases de efeito estufa (GHG).

“As ameaças às florestas e rios da Amazônia relacionadas com os mercados de exportação, desenvolvimento da infraestrutura de transportes, atividades ilícitas, desigualdade social e pobreza estão crescendo. Somente por meio de uma sólida colaboração entre nossos três países poderemos esperar o êxito na preservação da biodiversidade e das florestas da Amazônia”, afirmou o Senhor Gustavo Suarez de Freitas, Coordenador do Programa Nacional de Conservação de Florestas do Ministério do Meio Ambiente do Peru.

O Bioma da Amazônia é um depósito incrível de diversidade biológica com mais de 16.000 espécies de árvores conhecidas e 2.500 espécies de peixe. Embora a área seja predominantemente coberta de floresta tropical densa e úmida, as áreas menos extensas incluem savanas, florestas aluviais, pastagens, pantanais, bambuzais e florestas de palmeiras e, além disso, 14% da Amazônia são terras úmidas.

Há cerca de 33 milhões de habitantes na bacia hidrográfica da Amazônia que tiram sua subsistência de rios e tributários, incluindo a pesca, um dos serviços mais importantes.


via:

ONU BR;

The World Bank 

Imagem fonte: WWF Brasil


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