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CIENTISTAS JAPONESES ANUNCIARAM DESCOBERTA DE BACTÉRIA QUE DEGRADA COMPLETAMENTE O PLÁSTICO

BACTÉRIA QUE COME PLÁSTICO

Conforme notícias de vários meio de comunicação, a bactéria foi encontrada por acaso, numa usina de reciclagem de resíduos, na cidade de Quioto (ou Kioto). Ela foi batizada de Ideonella Sakaiensis 201-F6 e decompõe completamente o Polietileno Tereftalato, ou seja, o plástico usado para fabricar garrafas PET.

Basicamente, a bactéria transforma o PET em dióxido de carbono e água. A quebra das moléculas do polímero PET é feita por duas enzimas da bactéria, batizadas de Petase e Metase. O estudo será divulgado hoje na revista Science (11/03).

A imagem do microscópio eletrônico de varredura mostra um filme PET sendo degradado pela bactéria 201-F6 . | Yoshida ET AI. , (2016)

Motivado pelo acúmulo de PET no meio ambiente, Shosuke Yoshida, da Universidade Keio e seus colegas procuravam um tipo de bactéria que fosse capaz de digerir o polímero plástico.

“Microbiologistas sabem que os micróbios podem fazer qualquer coisa”, explicou Yoshida.

O mais surpreendente é que a bactéria parece ter desenvolvido a capacidade de decompor plástico em apenas algumas décadas, o que na escala evolutiva é um “piscar de olhos”, visto que o plástico é um material que foi criado pelo ser humano (sintético) há apenas 60 anos.

O que se tinha até hoje eram fungos que degradavam parcialmente o plástico (já falamos disse aqui e aqui). Mas a Ideonella Sakaiensis precisou apenas de 6 semanas para degradar totalmente uma folha de PET, o que naturalmente demoraria centenas de anos. Agora, os cientistas querem descobrir como usar essa bactéria em larga escala.

O planeta produz hoje cerca de 50 milhões de toneladas de PET por ano, sendo menos de 15% desse material reciclado e o que não vai para lixões ou incineradores, acaba nos rios e mares, causando uma poluição lenta e catastrófica para vida aquática e também para aqueles que de alguma forma interagem com esses meios, incluindo o próprio ser humano (conforme pode ser visto aqui).

 

via: AAAS

Imagem topo: Reprodução internet


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